Reduzir muito os carboidratos é um risco! Saiba o porquê!
Emagrecimento

Reduzir muito os carboidratos é um risco! Saiba o porquê!

Abril 11, 2018   •   por Karen Coelho

Reduzir muito os carboidratos é um risco grande à saúde, porém muitas pessoas não estão se dando conta disso. Hoje, o blog da Karen em parceria com a estudante de nutrição Carla Coelho, vai te explicar por que isso ocorre. Confira!

Por que Reduzir muito os carboidratos é um riscoReduzir muito os carboidratos é um risco massa magra

A obesisade é uma doença de inúmeros fatores, que necessita de planos nutricionais para combatê-la. Dentre as estratégias adotadas por profissionais, vem se destacando atualmente as dietas com baixíssimo consumo de carboidratos. Prioriza-se diminuir a ingestão desse nutriente e aumentar a proporção de proteínas e gorduras, o que causa menor estimulo à secreção do hormônio insulina em comparação a dietas tradicionais. O objetivo é reduzir a liberação de insulina e  aumentar a oxidação de gorduras: utilizar gorduras como fonte energética e preservar a massa magra corporal.

A dieta Low Carb apresenta-se atualmente, como uma das dietas mais usadas para perda de peso, mesmo por pessoas não consideradas obesas.

O princípio da utilização da dieta pobre em carboidrato baseia-se no fato de que, uma grande restrição de carboidratos gera uma queima da gordura corporal, o que acarreta um efeito de saciedade, promovendo um balanço energético negativo e como consequência, diminuição de peso.

Mas isso não é tão simples quanto parece!

Um nutricionista sabe o que te prescrever para suprir a redução de carboidratos, mas o que está acontecendo por aí, não é isso. Muitas pessoas estão cortando os carboidratos da dieta como se eles fossem o vilão da humanidade. Para entender melhor você precisa compreender um pouco sobre como ocorre o processo da perda de peso, vamos lá?

Processo de perda de pesoReduzir muito os carboidratos é um risco low carb

A perda de peso pode ser dividida em 2 fases: na primeira, acontece a diminuição de peso de forma acentuada nos dias iniciais, gerada pela diminuição da água retida no corpo, a níveis glicêmicos e hormonais.

Na segunda fase, a perda de peso inicia um período de estagnação, que pode ser estendido por meses e até anos, devido à adaptação metabólica, após a diminuição de peso inicial.

Atualmente,  a maioria das calorias da nossa alimentação vem dos carboidratos. A dieta low carb ou baixo carboidrato baseia-se em tornar o carboidrato o nutriente menos consumido, ao invés de ser o mais utilizado na alimentação, comparado ao que se padroniza nas orientações nutricionais (DRI’s). Isso promoveria aumento do gasto energético, preservação da massa magra e aumento da saciedade.

Malefícios da alta restrição de carboidratosReduzir muito os carboidratos é um risco malefícios

Reduzir muito os carboidratos é um risco porque nosso organismo necessita de energia para realizar as tarefas básicas, como por exemplo sintetizar e regular nossos hormônios.

Essa energia é vinda, principalmente, do carboidrato. Por isso, quando o retiramos da nossa dieta, os primeiros sintomas que aparecem são falta de ânimo, dor de cabeça e tontura.

-Sem a energia que vem dos carboidratos, o corpo precisa encontrar outro combustível para funcionar. A partir daí, ele vai em busca do glicogênio, que está presente nos músculos. Com isso, a massa magra passa a ser consumida, ao invés de ser preservada. A pessoa se torna mais fraca e seu metabolismo desacelera, o que pode dificultar a perda de peso.

Um outro ponto: nosso corpo é composto, basicamente, por água, músculos e gordura. Ao reduzir os dois primeiros, devido ao corte de carboidratos, o organismo fica com quantidade excessiva de gorduras. Isso quer dizer que independente da pessoa estar mais magra na balança, a sua composição corporal será principalmente de gordura, o que não é nada saudável. Conseguiu me compreender?

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Redução da capacidade física

– São inúmeros os relatos e resultados insatisfatórios sobre a disposição física. Dietas com restrição de carboidrato podem prejudicar a capacidade do indivíduo de praticar atividade física, por diminuir os estoques de glicogênio, que são quebrados para gerar energia ao corpo, causando o aumento da fadiga durante o exercício.

Ganho de peso subsequente

–  Um dos maiores perigos das dietas muito restritivas é o ganho de peso subsequente. O fenômeno catch up fat é conhecido como o aumento do peso de gordura corporal após o período de adaptação metabólica. E é bastante comum após a realização de dietas que retiram o carboidrato.

Perda de massa magra

– Quando os carboidratos são extremamente restringidos, recorre-se, primeiramente, às reservas de glicogênio muscular para disponibilizar glicose e energia.  Porém, estas reservas vão se esgotar de forma rápida em, aproximadamente, 48 horas. Com isso, não há energia suficiente para suprir as necessidades do Sistema Nervoso Central, que NÃO consegue utilizar gordura como fonte energética pois os ácidos graxos não atravessam a barreira hematoencefálica. O corpo gasta até 600 calorias durante o dia, exclusivamente para sustentar o cérebro funcionando, que se alimenta basicamente de glicose, presente nos carboidratos – por isso ele é um dos órgãos que mais sofrem com essa privação.

Reduzir muito os carboidratos é um risco por que coloca o corpo em modo econômicoReduzir muito os carboidratos é um risco desacelera o metabolismo

– Se há restrição de energia, o organismo entra em uma espécie de modo econômico, desacelerando o metabolismo para economizar calorias. Isso vem da nossa mente primitiva, devido ao instinto de sobrevivência.

Risco do surgimento de doenças

– Há propensão para o aparecimento de algumas dores de cabeça, diarreias, estados de fraqueza e câimbras musculares. Os indivíduos que fazem esta dieta e que tomam algum tipo de medicamento  devem ter supervisão médica para que episódios de hipoglicemia, hipotensão e outras complicações sejam evitados.

Aumento secundário do colesterol

– Além disso, pessoas que utilizam uma dieta pobre nesse nutriente apresentam um aumento do LDL (mau colesterol), porque ao cortar carboidratos, em contrapartida, há um aumento do consumo de gorduras totais, inclusive saturada. Com isso, é importante esclarecer se a dieta Low Carb pode promover a morbidade/mortalidade em longo prazo.

Sobrecarga de proteínas

– Com o altíssimo consumo proteico, os órgãos responsáveis por metabolizar essa proteína acabam prejudicados, pois trabalham muito além do que o normal. Como base, a quantidade ideal de proteínas  para quem pesa 70 quilos, é  56 gramas, o que equivale a um filé de bife e um de frango mais um copo de leite – algo fácil de extrapolar em uma dieta baseada em consumo alto desse nutriente. Essa função exagerada dos órgãos pode desencadear problemas como cálculo renal e também está  interligada ao aumento da liberação, na corrente sanguínea, de corpos cetônicos, ureia e nitrogênio, espécies de “lixo” derivados do metabolismo, que deveriam ser excretados. Ao circular pelo corpo, geram uma mudança de pH, deixando o sangue mais ácido que o normal. A resposta do organismo é neutralizar essa acidez, usando para isso, o cálcio dos ossos, o que aumenta o risco de osteoporose.

Sendo assim, antes de sair cortando carboidratos e desejando emagrecer a qualquer custo, pense na sua saúde e saiba que sim, reduzir muito os carboidratos é um risco grande para a sua vida!

 

 

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Karen Coelho
Carioca, advogada, blogueira, coach de emagrecimento e uma eterna entusiasta da vida. Criei o blog da Karen para poder compartilhar com vocês minha paixão pelo universo feminino.
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